quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

BORBOLETAS captam as luzes e as cores do mundo...
Pousam de flor em flor e levam o colorido para todos os lugares...
Borboletas podem ser aladas, podem ser guias, todas são livres...
Singelo é o gesto daquele que ama...
Ninguém pode lhe tirar do peito...
O sentimento que tens.
Você pode direcionar teu amor...
Se queres viver em paz não ame...
Pois amor é turbulência.
Um dia desses a gente se encontra...
Pra falar de amor.
Que todas as histórias de vidas...
Tenham sempre momentos de amor maior...
Nem mesmo o tempo e nenhuma consciência plena pode mudar...
Um sentimento chamado Amar.
Agradecendo à todos que me dedicam amor...
Agradecendo à todos que eu amo...
Agradecendo à Deus por um amor maior...
Agradecendo à vida pelo ato em si.

2010 ANO BOM!!!

Antes de tudo, sejamos humildes...
Depois de tudo, refletimos para entender melhor...
Durante tudo, valorizamos o que há diante de nós!
Amor e Perseverança, instrumentos do bem viver...

sábado, 26 de dezembro de 2009

Orvalho

Amor não morre com as quedas!
Chorar? Só se for por solidariedade!
Há quem receba tudo que precisa,
Mas nada do que se quer!
O mundo é assim...
"Uma gota de orvalho numa linda flor"
Desperta-nos, nos envolve e vamos embora?
Eu não! A flor ainda é bela e o orvalho ainda tem sua grandeza...
Para não dizer que não me importo, eu me importo...
Com os corações alheios, que sofrem de desilusões,
mas acima de tudo com o meu que tanto prezo!
Ele é Belo, eu sei, portanto, o venero como ninguém!!!

MUNDO ... LOUCO...MUNDO

Olha bem quem está ou será quem é!? A bem da verdade não há nada além de espelhos... Um dia o sujeito pede a Deus pra mandar acalento... No outro nem se lembra disso. Ele manda o ensinamento, mas quem disse que fará... Tudo é muito claro quando se quer algo claro... Tudo é muito escuro quando se quer algo escuro... Tudo é estrelinhas, a forma acontece através.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

"siga sempre seu coração, dê-lhe ouvidos e você estará no caminho que tanto procura"
" "... viva plenamente, com alegria...estarei sempre contigo... tomiê"

E L O S

SOMOS ENERGIA E LUZ
Um elo entre o caminho do ser
Em vida terrenea...
E o caminho do ser
Em Dimensão...
UMA MENTE BRILHANTE, EVOLUÍDA(mediúnica)
capta a LUZ(espírito) para
Completar a vida de quem
Não completou sua jornada
somos todos seres em TRANSFORMAÇÃO
somos todos seres em
EVOLUÇÃO
"O mundo pode ser visto em preto-e-branco e ainda assim ser organizado e bonito, depende do teu olhar"

EIS O MEU PEDIDO FINAL

A minha escola passou
Dediquei a você o melhor de mim
Eu lhe dediquei a minha parte mais doce
O meu sorriso mais bonito
Minha dança mais ensaiada
Fiquei horas ensaiando por ti
Tudo para brilhar junto a você na avenida
Hoje, a escola passou e você chora do nada
Eu choro também numa tristeza contida
Pois Recolho a nossa bandeira
Na esperança de ganhar o próximo
Caranaval da vida
Depois de tanta dedicação, um ano se passou
Então deixo a você, a quem dediquei até poesia
O meu pedido final...
"Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar, o morro foi feito de samba e o samba pra gente sambar"

ME PROVE, ME PROVOCA...

O que todos querem é provocar arbítrios
Ninguém quer desafios reais
Todo mundo quer sangrar
Ninguém quer se curar da loucura
De não mais ser humano
De não mais ser honrado
Ninguém nunca me provou
Que ser humano é ser irreal
Ninguém nunca me provou
Que ser humano é se ausentar
Apenas me provocam, docemente ou arbitrariamente
E eu lhes dou os espelhos para que vejam sua alma
Ardente, inocente e fugaz
Me prove, me provoca

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"Ninguém entenderá o mundo sem que se lance um olhar para suas transformações"

POR DIAS FELIZES!!!

Pessoas são almas abertas num mundo ambulante...
Criaturas lindas, divinas e cheias de loucuras boas...
Tentar sempre, mas para ser feliz...
Um olhar atento em gestos de ternura...
Transformam o mundo e as pessoas!
Vale a pena sempre acreditar num coração...
Acreditar nos encontros mais calmos...
Celebrar a vida como ela merece!
Temos idéias e ideais diferentes sim...
Mas nossas almas precisam da mesma coisa...
ALEGRIA E PAZ!
Isso se encontra na bondade que dedicamos...
No bem que recebemos...
Nos gestos mais simples e mais doces...
Quem acredita na vida, acredita num bom coração!
Podemos mudar o mundo, mas ele só ficará belo...
Se for preenchido pela beleza daquele que o constrói!
AME A VIDA COM ALEGRIA!
Desfrute da beleza pela própria beleza!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As vezes tu perdes a cor...
Mas ainda és flor!
E mesmo sem cor...
Ainda és bela!
Assim como belo...
És o amor!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

MULHER "ASCETA"

Arlete, mulher asceta Na imensidão do mundo percebido Não faltam nem mulheres nem poetas E desse mundo não muito conhecido Destacam-se poucas almas, as ascetas Na fama e na ambição inexistem Pois seus espíritos são de outro nível Revelam a evolução do indescritível Lá onde tão raros os que insistem Há sempre o risco do imprevisível Afugentando muitos fracos corações Porém ali os ascetas são visíveis Brilham na ternura das gerações Transcendem além do social e cível Seguindo a lei das puras emoções com carinho tania montandon
foi um ano maravilhoso para todos
de encontros inesquecíveis
você representa toda essa transformação
mais que humana da vida
obrigada querida tania, por tudo!

ASCETICISMO

O Asceticismo é filosofia de vida na qual são refreados os prazeres mundanos, onde se propõem a austeridade. Aquelas que praticam um estilo de vida austero definem suas praticas como virtuosa e perseguem o objetivo de adquirir uma grande espiritualidade. Muitos ascéticos acreditam que a purificação do corpo ajuda a purificação da alma, e de fato a obter a compreensão de uma divindade ou encontrar a paz interior. Isto também pode ser obtido com a automortificação, rituais, ou uma severa renuncia ao prazer. Entretanto, ascéticos defendem que essa restrições auto-impostas trazem grande liberdade em varias áreas de suas vidas, tais como aumento das habilidades de pensar limpidamente e resistir potencialmente a impulsos destrutivos. Etimologia O adjetivo "ascetismo" deriva de um termo grego askesis (prática, treinamento ou exercício). Originalmente associado com qualquer forma de disciplina ou filosofia prática, o termo ascetismo significa alguém que pratica uma renúncia ao mundo com objetivo de adquirir um alto intelecto e espírito. Muitos guerreiros e atletas, na sociedade Grega, utilizaram a disciplina askesis para conseguir uma melhor forma corporal e graça. A forma de vida, a doutrina, ou os princípios de alguém que se engaja no askesis são classificados como asceticismo. "Ordinário" vs "Extraordinário" Max Weber fez uma distinção entre os asceticismo innerweltliche e ausserweltliche, que significam, respectivamente, "dentro do mundo" e "fora do mundo". E. Carvalho traduziu isto como "ordinário" e "extraordinário" (alguns tradutores usam "mundo interior", mas isto tem diferentes conotações no português e não é o que Weber tinha em mente). O ascetismo "extraordinário" refere-se a pessoas que desistem do mundo para viver uma vida ascética (o que inclui os monges que vivem comunitariamente em monastérios, bem como os ermitões que vivem sozinhos). O asceticismo "Ordinário" refere-se a pessoas que vivem vidas ascéticas mas não se retiram do mundo. Weber classificou esta distinção originalmente na Reforma Protestante, mais tarde tornou-se secularizado, assim o conceito pertence a ambos, religiosos e ascetas seculares. David McClelland sugeriu que o asceticismo ordinário se restringe a agir contra alvos pré-identificados como prazeres que distraem pessoas de alguma inspiração divina, e podem aceitar prazeres que não sejam distracionistas. Como por exemplo, ele apontou que Quakers tem historicamente se objetado a usar roupas coloridas, apesar de que mesmo sem cores as roupas dos Quakers sejam feitas de matérias muito caras. A cores foram consideradas distracionistas, mas o material não. Amish usam critérios similares para tomarem decisões sobre que tecnologias modernas podem usar e quais devem evitar. (McClelland, The Achieving Society, 1961)
Motivação Religiosa Asceticismo é muito associado com monges, yogis ou sacerdote, entretanto qualquer individuo pode escolher levar um vida ascetica. Lao Zi, Gautama Buddha, Mahavir Swami, Santo Antonio, Francisco de Assis, Mahatma Gandhi e David Augustine Baker podem ser considerados ascetas. Muitos deles deixaram as suas famílias, possessões, e lares para viver uma vida mendicante, e nos olhos de seus seguidores demonstram grande espiritualidade, ou iluminação. Hinduismo Na india antiga, havia uma tendência a abandonar o mundo convencional e entrar no ascetismo, que é uma vida de exclusão e renuncia, chamada tyaga ou samnyasa, estes movimentos começaram nos tempos das upanishads, refletindo um ideal, e acabando se em se tornar um problema social. Em resposta, os legisladores Hindus inventaram os ideiais em estágios da vida (ashrama). De acordo com este modelo a pessoa primeiro termina o estagio de brahmacarin - estudante, passando para grihastha cidadão ativo e somente depois se retiraria do mundo. Um exemplo extremo de grihastha são os Sadhus, homens santos, que praticam uma forma extrema de automortificação, que ocasionalmente praticam. Suas praticas incluem atos de extrema devoção para um deidade ou principio, tais votos nunca podem ser quebrados, eles mantém um braço estendido no ar por um período de meses ou anos. Os tipos particulares de asceticismo variam de um para outro, e de homem santo para homem santo. Budismo O personagem histórico Gautama Buddha adotou uma vida extremamente ascética após deixar o palácio do seu pai, onde ele vivia em extrema luxuria. Mas após experimenta-lo Buddha rejeitou o asceticismo extremo como caminho para a libertação do sofrimento (nibbana), e escolheu em vez disso um caminho que se encontra as necessidades do corpo sem cruzar os limites da luxuria e indulgência. Após abandonar o asceticismo extremo ele atingiu a iluminação. Este tipo de posicionamento se tornou conhecido como Caminho do Meio, e se tornou a base dos princípios da filosofia Budista. Os graus de moderação sugeridos neste caminho do meio variam dependendo da interpretação do Budismo. Algumas tradições enfatizam a vida ascética mais do que outros. O estilo de vida básico de um praticante budista (bhikkhu, monge, ou bhikkhuni, freira) como descrito no Vinaya Pitaka foi interpretado como nem excessivamente austero nem hedonista. O Monge e a freira são orientados a mantiverem requisitos básicos da vida (particularmente comida, medicina, roupas, e moradia) seguros e saudáveis, sem nunca terem problemas com a doença ou a fraqueza. Enquanto a vida descrita por Vinaya possa parecer difícil, ela deveria ser descrita como Espartana mais do que ascética. Privações para a própria santificação não são louvadas. Realmente, isto pode parecer um sinal de vinculo do que um real renuncia. O objetivo da vida monástica era evitar as preocupações com as circunstâncias materiais da vida e introduzir o monge ou freira a habilidade de se engajar na pratica religiosa. Para este fim, ter poucas posses e mais aconselhável do que não ter nenhuma. Inicialmente, o Buddha rejeitou um número de práticas especificas de ascetismo que alguns monges queriam seguir. Esta prática — tais como dormir no chão de cremação ou em um cemitério, usar apenas trapos, etc. — foram visto inicialmente como muito extremas, sendo responsáveis a um indispor aos valores sociais que permeavam a comunidade, ou como aconteceu criando uma divisão entre os Sangha para encorajar os monges para competir na austeridade. A despeito da proibição, há registros no Pali Canon, destas praticas (conhecidas como praticas de Dhutanga, ou Thai como thudong) eventualmente tornam aceitáveis na comunidade monástica. Elas foram registradas por Buddhaghosa em seu Visuddhimagga, e mais tarde se tornaram um significativo nas praticas da Tradição Thai Florestal. As tradições Mahayana do Budismo receberam um singular codigo de disciplina que era usado em diversos setores do Theravada. De fato, combinando significativamente com as variações culturais regionais, tendo como resultado diferentes atitudes em relação ao asceticismo em diferentes areas dos Mahayana pelo mundo. Particularmente notável é a regra em relação ao vegetarianismo empregado na Asia Ocidental, e particularmente na China e Japão. Enquanto os monges Theravada são compelidos a comer tudo que lhes possa lhes dar sustentação, incluindo carne, mas os monges Mahayana no Asia Oriental são frequentemente vegetarianos. Este é atribuido a inúmeros fatores, incluindo os ensinamentos especificos de Mahayana em relação ao vegetarianismo, a cultura oriental asiática tem uma ao vegetarianismo por suas raízes no Confucianismo), e as divergentes formas que os monges consegue a sobrevivência na Ásia ocidental. Enquanto tendência no sudeste da Asia e no Sri Lankan monges geralmente continuam à fazer seus trabalhos diários esmolando e comendo carne, monges na Asia Ocidental recebem suporimentos alimentares de doadores (ou dos fundos recebidos por eles) e são alimentados em uma cozinha localizada no local do templo ou monasterio. Similarmente, divergentes as escrituras e das tendências culturais o forte enfase ao asceticismo de algumas praticas Mahayana. O Lotus Sutra, por sua vez, contêm uma história de um bodhisattva que se quiemou como uma oferenda a reunião de todos os Buddhas no mundo. Esta toru-se uma história símbolo do auto-sacrifício no mundo Mahayana, provavelmente causando a inspiração da espectacular auto-cremação de monges Vietnameses Thich Quang Duc durante os idos de 1960, bem como varios outros incidentes. Judaismo Asceticismo é completamente rejeitado pelo Judaismo; isto é considerado contrario ao desejo de Deus para o mundo. A intençao de Deus é que o mundo seja agradavel, nos contextos permitidos é claro . O Talmud diz: "se uma pessoas tem a oportunidade de apreciar uma nova fruta e se recusa, ele prestara contas disto no proximo mundo". Esta é uma das principais diferenças entre Judaismo e Cristianismo. Alguns setores do Cristianismo defendem a tese que o mundo é basicamente mau (pecado original) e deve ser evitado. Em contraste com o Judaismo defende que somente vivendo no mundo e aprecia-lo é que o ser ascenderá espiritualmente. (textos extraídos de diversas fontes da web)

"Falagindo"

TANIA MONTANDON
Definitivamente tem gente que faz a diferença.
Eis aqui alguém que representa muitos pela bravura.
"Filosofia na Psiquiatria - "falagindo" Creio que falta uma maior e melhor intercomunicação entre a Psiquiatria e a Filosofia a fim de ajudar a lidar com o que a Psiquiatria nomeia "incompreensível", como delírios, alucinações, comportamentos e atitudes considerados do âmbito da desrazão e, por vezes, tidos como imotivados. Como se surgissem do nada. A problemática é psiquiátrica, não filosófica. A idéia seria aproveitar o rico instrumento da Filosofia no estudo de casos psiquiátricos. "Meu coração é um almirante loucoQue abandonou a profissão do mare que a vai relembrando pouco a poucoem casa a passear, a passear"(Fernando Pessoa) Meu coração é um barcoa se deixar levar pelas ondas do amarnão bate nas vagas intermitentesapanha, capota, quebra e cai por terra, ou pela areia.(eu) "Para mim mesmo sou anônimo; o mais fundo de meus pensamentos não entende minhas palavras: só sabemos de nós mesmos com muita confusão."(Tutaméia, Guimarães Rosa) Insight: FALATO(neologismo da Drº. Margarete), Dr. Samir, remédios, terapia, sabotagens, droga, comunicação O Dr.Samir estava sempre tentando me forçar a aceitar a medicação e acreditava que quando cedesse minha resistência eu melhoraria e a medicação me faria bem. Tentei pensar assim mas a medicação sempre me fez mais mal que bem e meu organismo foi ficando rebelde, reativo e até fóbico à medicação. O Dr. Samir estava comigo quando comecei e quando decidi parar com o crack. Foi uma experiência extremamente dramática pra mim, pra ele e pra quem estivesse perto. Eu já tinha feito Psicologia, estágio com drogados e conhecia todos os males e riscos teoricamente e de perto através do drama de outras pessoas antes de eu mesma usar. Não usei por ignorância e foi quase impossível entender e aceitar que eu tinha escolhido aquele caminho com a minha história e vivências. Eu mesma não sabia. Agora, pensando em "falagir", o que eu queria dizer com essa escolha tão consciente e burra? Com certeza foi uma tentativa de cura desesperada, enquanto eu e todos tentavam fazer meu organismo aceitar uma medicação que supostamente me ajudaria. Eu quis muito que todos estivessem certos e que fosse só minha resistência o problema. Parece que a experiência com o crack serviu pra mostrar que tinha como eu ficar pior, mas que não esperassem muito em relação a melhoras. Foi muito dramaticamente que o Dr.Samir e eu fomos aceitando e entendendo isso. Ainda bem que ele é mais perspicaz e sempre entende antes de mim, ou ele também não teria aguentado acompanhar alguém com uma tendência tão grande à auto-sabotagem. Só consegui parar com o crack quando me entreguei por inteira e pedi pra ele não me deixar sair do hospital por pelo menos um mês porque eu sabia que minha mente tentaria tudo para enganar a mim, a ele, a meus pais e eu acabaria usando de novo. Óbvio que não foi fácil para ele nem pra ninguém. Com a abstinência do crack, arrumei muita encrenca e confusão no hospital. Eu não conseguiria parar se não tivesse implorado pra passar a tortura da abstinência no hospital. Foi cansativo pra todos! Supondo que eu estivesse no lugar do médico e o único recurso de que dispusesse fosse a medicação pra ajudar pessoas a sofrer menos ou conviver com o sofrimento, imagino que deve ser muito frustrante perceber que a ajuda que se pode dar é muito pequena e aceitar uma resposta apenas parcial e pequena ao tratamento e pior ainda perceber que conviver com essa pouca expectativa é toda ajuda possível. Por que senti necessidade de escrever isso? Acho que porque quem não esteve no caminho que eu e o Dr.Samir percorremos dificilmente compreenderá. Parece que é cômodo não esperar mais de um tratamento pra quem está de fora e não passou por onde passamos. Aceitar e entender é mais difícil do que parece. Pena que Freud só teve uma vida e só chegou aí no final. Cheguei à mesma conclusão: é muito ALËM do princípio de prazer. É o gozo mórbido do massacre da pulsão de vida pela pulsão de morte nos casos mais incompreensíveis de desiguilíbrio das pulsões. Como disse Freud, talvez desejemos a morte e toda ela fosse como um suicídio disfarçado. É extremamente difícil aceitar que a força de vida e preservação da vida que está dentro de nós possa ser muitas vezes menor que a força destrutiva e a atração para a total inércia do nirvana, da morte, da cessação de todo movimento orgânico. O que me atraiu na idéia da esquizoanálise foi a possibilidade de olhar para esses fenômenos de outros anglos e a abertura para descobertas e invenções desviantes, caminho obscuro e amplo para o qual nenhum psicanalista depois de Freud ousou focar (talvez Winnicott e outros pouquíssimos). Para mim, Psicanálise e Esquizoanálise são complementares, não duas teorias ou fonte de teorias. Como se a esquizoanálise tivesse aberto uma porta lateral, "letral", ou várias pra escapar ao tedioso e repetitivo círculo que os outros estudantes da psicanálise caíram. -- Tania Montandon--

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

HOMENAGEM A UM GUERREIRO

Há uma legítima luta, àquela que é a favor da vida.
Pessoas de todos os lugares do mundo passam por alguma luta pessoal.
Somente guerreiros conseguem encarar a luta de frente.
Dentro de cada pessoa que luta tem uma força Espetacular.
Onde a única coisa capaz de mudar os rumos é a perseverança.
Na fórmula para a cura o componente maior é o Amor (100%).
Tudo em um tempo de ser, mesmo sendo amado por alguém especial.
Mas os legados de luta ficam para outros seguirem com garra e fé.
Ninguém morre por completo, apenas renasce em outro estado de ser.
Guerreiros viram anjos da guarde de alguém, e você com tua força certamente...
SE TORNOU GUERREIRO DE LUZ!
LEUCEMIA TEM CURA... DOEM MEDULA...SALVEM VIDAS!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

UM ENCONTRO DE ALMAS

Um encontro de almas, é um encontro peculiar, por ter sido um encontro marcado lá do outro lado, onde elas se encontraram, destinadas a realizarem determinada missão, que acontece quando as alma se encontram, podendo assim, o amor acontecer, pois são almas predestinadas.
Este amor chega sem ter dia marcado ou momento marcado para acontecer. Simplesmente chega e se instala, criando uma verdadeira festa de sentimentos alegres, que modificam todos os propósitos e conceitos até então firmados. O encontro de duas almas tem como foco principal não a aparência física, mas a afinidade entre elas existente. Sempre vão existir momentos de tristeza quando se perguntam porque não se encontraram antes. Acontece que esse momento é determinado pelo Destino e muitas vezes quando o momento desse encontro acontece, não é mais possível extravasar toda a plenitude do amor que trazem, quando não é mais possível viver a alegria de amar e querer compartilhar a vida com o outro, enfim, sem que exista a possibilidade em realizar este amor em total plenitude ,e por vezes esse amor fica incompleto, e as almas sentem uma saudade doida e doída uma da outra. Existiu o encontro, mais uma vez incompleto, e reconhecem que não haverá retorno para as suas pretensões, e que será necessário aguardar nova oportunidade, novo encontro. Atingindo essa compreensão, entendem que mesmo estando distantes, podem sentir e pressentia a alegria, a tristeza, o querer de um pelo outro. Estas almas falam além das palavras, falam pela compreensão anímica, e assim se entendem, e se comunicam, sabendo que deverá haver um novo encontro. Contudo, se o reencontro ocorrer no tempo certo, estas afins se entrelaçam e buscam a forma de juntas ficarem, num processo contínuo de reaproximação até a consumação do amor predestinado. De qualquer maneira essas almas ficam marcadas, e nunca conseguirão se separar. Sempre acontecerão reencontros, até que possam cumprir a missão. Almas que se encontram não mais se sentirão sozinhas, pois reconhecerão a necessidade que têm uma da outra para toda eternidade. (Salaverry, M.)

WOYZEC - UM FRAGMENTO HUMANO

WOYZECK (Um Fragmento) humano..Para além da humilhação, da manipulação social,da loucura, da sanidade, da miséria, dos destroços,há também a inapetência woyzeckiana de expressar os seus sentimentos, suas angústias...há aquilo que não se diz porque não se sabe dizer há ainda aquilo que não se fala por não se querer falar... “...por não perder jamais o lirismo de fé e crença na vida. ainda que a aceite como ela é, e saiba, e conheça as profundas cicatrizes de suas contradições”Indigestas ervilhas,ração diária de angústia,do tempo, tempo, tempo mano velho.Woyzech, que subverte a sociedade pelo simples fato de o negá-la por não compartilhar com ela os mesmos valores,e não pela violência, pela não aceitação,e sim da forma mais sublime e lírica, SENDO HUMANO E AMANDO. (texto: George Burchner)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SOLIDARIEDADE

... a quem não tem chance de se defender... minha solidariedade ....

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Todo mundo que se perde eu ajudo a reencontrar.
Todo mundo que me perde quer me reecontrar.
Afinal, e eu que me perdi, todo mundo quer achar. Deixem que eu me ache!
Passeio por caminhos de tiranos e me recuso a acreditar na felicidade de um abandono.
Me recuso a acreditar em felicidade construída na tristeza de outro.
Certo mesmo é ir sempre em busca e ser firme, honesto e presente.
Cada um segue seu caminho, mas o destino quem escolhe não sou eu.
Queria amar a quem me ama, mas Deus sempre me coloca em conflitos.
E o pior é que tenho capacidade de amar por amar.
É, eu sou mesmo feliz por viver e não me ausentar.
Quem vier será bem-vindo.
A vida é mesmo doce, a gente é quem a maltrata, quero isso não.
Sou livre!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"EM SEU NOME"

Há uma crítica muito grande com referência ao portador de doenças. Óbvio que toda doença tem haver com faltas humanas, falta de um cuidado que não se teve. A doença é o alerta mais claro sobre o desequilíbrio entre o corpo e a mente. Em geral o que acontece é uma evolução, sucessivos descuidados dentro da composição familiar, uma decadência genética psicossocial, religiosa e cultural. Ninguém é totalmente culpado por aquilo que carrega, mas de certo é o maior responsável por aquilo que deixa de fazer para melhorar sua qualidade de vida. A gente falar “em nome de”, parece até que podemos adivinhar o que acontece com cada um, verdadeiramente somente a própria pessoa pode saber de fato, ainda que muitos não saibam da própria condição. O que podemos de fato fazer pelo outro que está mais doente ou mais fragilizado que nós será tão somente encorajá-lo a melhor se cuidar, ajudá-lo a encontrar meios que o façam melhorar, ajudá-lo na sua jornada, o apoiando, o fortificando, o amando. Cada um de nós tem um tempo para se recompor na vida e isso não é tarefa muito fácil. A pessoa precisa observar o mundo, se colocar no mundo, atuar no mundo, desconstruir certos valores e inserir novos. A pessoa precisa encontrar novas referências para sua vida, encontrar outras pessoas com olhares diferentes dos que já passaram pela sua vida ou mesmo resgatar antigos olhares que antes não soube valorizar e que agora lhe faz sentido. Aliás, a maior verdade sobre a cura humana está no sentido. Quando uma pessoa sai à busca de novos caminhos há de encontrar outros sentires que poderão lhe fazer mais sentido e aí que entra a devoção. Na busca de novos caminhos há de encontrar com o novo e geralmente esse causa muitos temores, porém, depois de conhecê-lo melhor esse passa a não ser mais um “horror” e sim o “alívio”. Essa constante busca “interior” é uma das questões mais humanas. O desconhecido, o estranho, sempre será o nosso maior mobilizador, o combustível para um seqüencial e verdadeiro aprendizado. A devoção nada mais é do que acreditar naquilo que não se sabe ao certo, não é concreto, mas que a gente senti fortemente. E se o homem não valorizar o seu dom, o que é do homem como a intuição e os sentidos, jamais se reconhecerá como homem, gente. Portanto, falar em seu nome é dizer-lhe aquilo que captamos de ti mesmo, como um espelho te encorajar, apontando suas fragilidades e lhe mostrando sua potência, mexendo com suas estruturas, desafiando-te a ser plenamente você.

VIAJANTES DO TEMPO

Nasci em 1300 a.C. nos países baixos. Cresci e me tornei guerreiro, caçador de bruxas macabras. Eu defendia a poções mágicas, mas somente as boas. Aprendi a lutar e a defender um grupo de pessoas. Nunca me deixei derrotar, sou herói do meu povo. Com certeza estive na Holanda, me sinto parte daquele lugar, tenho traços nos cabelos, na pele, talvez no pensar. Em outra época, aterrissei na França, no meio de camponeses eu vivi. Vagamente me lembro das plantações de girassóis, dos perfumes e dos coloridos dos campos. De alguma forma fui muito ligado as águas e vim parar na América, nas águas mais claras. Ainda ligado as flores me tornei essência de rosas, fui parar nos jardins, talvez tenha virado borboleta, uma grande transformação no tempo me fez mais doce. Não tenho a lembrança de antes, mas estudei meus antepassados, perguntei aos sábios e aos adivinhos quem eu poderia ser em alma e me surpreendi com várias colocações iguais. Mediunicamente meu espírito é de luz, minha alma branda, to num período de transformações, to começando um novo ciclo, uma nova perspectiva, com confiança posso escolher caminhos mais certos do que antes, posso aguardar sem me desesperar, não há condição de tempo para mim e sim de vida. Faço uma leitura de mundo que antes jamais poderia pensar em fazer, não questiono certas coisas, aceito algumas condições do universo e não me exijo compreender aquilo que não me cabe, tenho sensibilidade aguçada, não preciso que as pessoas me afirmem coisas, difícil alguém acertar a correspondência daquilo que as pessoas pensam, mais difícil acertarem o que eu sinto. Ultimamente consigo fazer uma leitura mais próxima do universo das pessoas, apesar de muitas delas não aceitarem e relutarem, acredito que é preciso falar sobre coisas diferentes, na verdade comunicar fatos diferentes. Espiritualmente, somos grãos de areia, pouco sabemos sobre essa dimensão, mesmo estudando temos dificuldades de aceitar, mas estou mudando, creio que precisamos saber mais do que soubemos até hoje e ensinar para não se perder aquilo que descobrimos com tanto sacrifício, deixar legados para outros continuarem nessa “missão” humana de autoconhecimento. Na verdade o autoconhecimento é a melhor viagem que fazemos em toda a nossa existência. Acredito que somos mesmo Viajantes do tempo, carregamos algumas coisas inexplicáveis para esse tempo atual, mas que para tempos antigos podemos perfeitamente conceber como verdades. É questão somente de acreditar e aceitar! Relutar para quê?

NATUREZA TU ÉS BELÍSSIMA!!!

Eu me realizo ao te ver. O sol bate e tudo fica lindo. As águas da cachoeira ao me verem cantam. Encanto-me com tua majestosa forma de se apresentar. Quem diria sinto-te como parte minha. Você me recebe como amiga de sempre. Meu olhar te persegue e meu sorriso se apresenta. Tudo isso só por novamente te ver. Somos realmente parte e todo. Você me faz bem, só por existir. Eu não te resisto por nenhum segundo. Tomo-te e abraço-te fortemente. Sinto-te logo na entrada. Teu perfume, teu tom e teu som. Tua beleza, ingenuidade e fortaleza. Misturas de gente que não é gente. Queria que fosse gente. Não como essa gente daqui. Gente dos meus sonhos. Com coração e alma em pró à vida. Tuas portas estão sempre abertas. Nem todos respeitam a ti. Entendo quando te rebelas. Tu és forte nas tuas lições. És grande, como deveria ser a natureza humana. És forte, como deveria ser os humanos. És bela, como deveria ser todas as almas. És única, como qualquer ser humano desse mundo. Tu tens a capacidade de brilhar naturalmente. É mestra em ensinamentos solidários. Sabes aonde tocas e aonde pode chegar. Acima de tudo tu és mãe, teu amor é infinito pelos teus. Por tudo te admiro. Sou grata por aquilo que me concedes. Tu me emocionas. Tu és a parte mais rica de meu mundo.

CONCEITOS

Estamos cercados de conceitos que em nada nos ajudam. O conceito de equilíbrio humano é bem furado para as nossas verdadeiras aptidões. Equilibrar-se propriamente dito é simplesmente controlar-se encima de qualquer obstáculo; os equilibristas de circo nos mostram perfeitamente isso, mas sinceramente não precisa ter o dom para tal feito? No mínimo é necessário muito treino para se chegar a tal equilíbrio e ainda assim os tais malabaristas tomam vários tombos em sua jornada. O equilíbrio entre corpo e mente certamente não existe, podemos afirmar que eventualmente ou com alguma freqüência, até mesmo por certo treinamento, haja uma sintonia entre o pensar e o agir, mas que haja um perfeito equilíbrio é de difícil afirmação. Ouvimos que o “louco” é totalmente desequilibrado, estamos falando que seu corpo e sua mente estão sem sintonia, mas isso poderia ser treinado? Na verdade estamos falando que há um desequilíbrio entre o que é real e o que é irreal. A palavra desequilíbrio tem várias conotações e sempre pejorativa, designando faltas sociais. Afinal o que é real? Algo inerente a muitos! O que é irreal?Algo inerente a poucos! Inventaram o Surreal? Um disfarce para aquilo que era irreal e agora pode até ser concebido como real! Afinal, quando vamos amadurecer diante de fatos primeiros, ou seja, diante de coisas que desconhecemos, mas que sabemos que acontece o tempo todo. Existem diferenças mentais, tipos de mentes e mentalizações que precisam ser reconhecidas. Assim como as tipificações raciais, houve mutações, as mentes também estão mudando. Por que ainda tratamos com desigualdades pessoas que concebem o mundo de maneira diferente das nossas? Por que somos tão cruéis nesse sentido? Cadê a nossa competência e a nossa coragem para encararmos essa velha/nova “realidade”? Cientistas do mundo inteiro estão focados nos estudos da mente e do cérebro humano, uma verdadeira caça aos “achados e perdidos” cerebrais. Todos muito interessados nas causas, muitos cegos usando métodos antiquados. Enquanto não reconhecerem essa mudança, ou seja, não tirarem a condição humana de “loucura” para aquilo que é diferente nunca chegarão a desvendar o cérebro como um todo. Hoje, qualquer pessoa dita normal pode virar um anormal em menos de um segundo e vice-versa, talvez isso não se sustente por longo período, mas é certo que o dito louco não o é vinte e quatro horas do dia e o dito normal também não é dentro do mesmo período. Avaliamos ou avariamos, todos os seres humanos precisam de vazão para suas questões humanas, certamente pessoas consideradas pela sociedade e pela classe médica como sendo desagregadas podem ter como pano de fundo muito mais competências do que avarias e precisamos dar a chance delas se manifestarem antes de qualquer remediação. Os métodos podem e devem ser criados individualmente, muitos métodos não se encaixam na atualidade ou precisam de complementos. O fato é que não dá para tratar todas as doenças que estão chegando e nem todos os doentes que estamos fabricando. Temos responsabilidades, precisamos mudar a concepção de saúde e tratamento, aplicar métodos mais satisfatórios de prevenção e fazer com que a remediação seja por competências e mudar os conceitos para que seja mais úteis à população em geral.

FILMES E HUMANIZAÇÃO

Na história do “Mágico de Òz”, o homem de lata procura um coração e somente o encontra quando se encontra. Em geral filmes chamam à atenção para aquilo que ninguém vê. Por que uma pessoa precisa ver um filme para entender as coisas do coração? Certamente porque a humanidade ainda é desumana. Produtores, cineastas, pesquisadores sempre vão além, procuram documentar o desejo humano e fantasiar para que esse apenas o sinta, assim o homem senti o filme, entra na história, mas não fica tão perplexo, afinal depois que sai da sessão de cinema, o homem pensa por um instante sobre o assunto e depois o esquece, ele simplesmente não acha ser responsável pela desumanização. Na amostra de cinema internacional que acontece na cidade de São Paulo, alguns filmes são fantásticos nesse sentido, de valorizar as coisas do coração, do que é humano. O filme “Pé de Vento” trata de uma lenda de um garoto que não conseguia colocar literalmente seus pés no chão, menino veloz, era hostilizado por outros garotos que atiravam pedras em sua direção o machucando sempre. O menino vivia com seus pais e era muito amado por esses, porém, jamais poderia se relacionar com outros, ele ficava sempre numa altura superior a cinco metros, impossível manter um relacionamento. Apesar das hostilizações havia sempre a curiosidade de vê-lo no alto e, algumas crianças o observavam de longe, sem saber ao certo o que estava acontecendo. Certa vez umas meninas foram espiá-lo e uma delas ficou pensando porque ele era daquele jeito. Essa curiosidade maior a levou até seu avô que lhe explicou que aquele menino era diferente e aquilo que ele tinha o fazia sofrer demais, porém, como em todas as diferenças havia sim uma maneira dele colocar os pés no chão, um grande sentimento. A menina de coração nobre resolveu ajudá-lo e começou uma aproximação e enquanto ela brincava no chão, o menino vento igualmente brincava no alto. Uma grande amizade aconteceu, o sentimento de amor foi aumentando de proporção e o menino que jamais imaginara tocar no chão, foi tocado primeiro no coração que depois o levou para perto da menina até tocar o chão. Assim um grande sentimento fez de um menino diferente, triste, abandonado se tornar um menino de verdade. O amor operou um milagre e sempre operará. Esse belíssimo filme nos mostra o quanto as pessoas precisam olhar o outro como a si mesmo, o quanto se pode aprender com esse simples gesto de querer entender as diferenças e acima de tudo, o quanto as pessoas perdem tempo com hostilizações, afinal estamos falando de um menino especial, com um dom maior do que todas as outras pessoas. Aqui a gente consegue visionar a beleza da amizade e a potência do amor verdadeiro. Outro filme da amostra que nos fala sobre solidariedade e amor “os olhos”. Uma menina criada pelo avô que é pianista e deficiente visual cria um código próprio de comunicação com ele. Enquanto na tela passam cenas, o avô toca uma música condizente com a cena. A menina o toca a cada cena e se tem ao fundo um musical fenomenal que no final é aplaudido por todos. A menina pega uma gripe forte e adoece. O avô que sempre teve a companhia da neta não consegue chegar no horário, pois a menina sempre fora seus olhos. Ao tocar, o pianista não consegue acompanhar as cenas e se vê forçado a pensar em abandonar o ofício. A menina que sempre fora muito presente na vida do avô, pensa sem parar e vê uma luz em sua mente. Convoca todos os amigos da escola, uns para levar o avô até o local no horário certo e muitos outros para fazer uma corrente, um atrás do outro. Enquanto o avô toca, a menina assiste as cenas em casa e toca o primeiro amigo (manda um código) que sucessivamente toca o outro e assim todos fazem o mesmo gesto até chegar rapidamente ao avô que não se perde. A colaboração de todos toca o coração do público que o aplaude. Todos ficam contentes com cada gesto e aprendem que a solidariedade não só salva uma vida, mas modifica muitas outras e o amor incondicional eleva uma mente a nunca se esvaziar. E ainda falando de amor, na amostra o filme “par perfeito”, apresenta genialmente através das formas geométricas como encontrar o par perfeito. Várias formas geométricas de diferentes arestas, ângulos, etc. se encontram e pensam poder se encaixar. Ao pensar no encaixe se apaixonam e tentam a todo custo o encaixe perfeito. Após inúmeras tentativas descobrem que não foram feitas para se encaixarem. Umas não conseguem se aproximar devido às diferentes formatações de ser; outras vezes ficam muito apertadas uma na outra e desatam pelo desconforto de estarem juntas; outras são muito frágeis e se quebram com a união; algumas até tentam se diminuindo ou deformando-se, mas ficam com pequenas rachaduras e não duram tanto tempo. Incrivelmente as formas mais flexíveis conseguem se encaixar perfeitamente. E nesses simples exemplos geométricos a vida humana deveria se inspirar, afinal o que é o par perfeito? Devemos pensar que não são as igualdades e nem as diferenças que faz uma perfeita união e sim a flexibilidade que cada um apresenta em cada momento da vida. Bela lição! E aqui vai meu protesto e também apreciação. Eu assisti a inúmeros filmes da amostra de cinema e sinceramente a gente precisa prestar mais atenção nesses pequenos filmes e documentários feitos por diversos lugares, dentro do nosso país existe uma cultura fantástica, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Ceará apresentaram filmes e documentários muito bons. Temos realmente que sair um pouco dos filmes dos USA e Cia.. A Itália, Espanha, França e inúmeros outros Estados e Países merecem um prestígio maior de suas produções, muito boas produções e diversificações. Muita atenção àquilo que se consome, pois não é só o rótulo que muda e sim a história, o contexto, a humanização. A variedade de se fazer cinema e produções é quem nos dá uma dimensão do que é o mundo e de como somos diante desse. Os fatos ainda são os nossos verdadeiros olhos, as palavras são alteradas ou ditas de maneiras diferentes dos fatos para minimizar ou aumentá-los, mas esses se bem vistos podem nos mostrar o verdadeiro caminho da humanização, da paz, da felicidade e do verdadeiro amor. Esses filmes nos mostram fatos, realidades que precisaram ser enfrentadas e as atitudes que cada um teve foi o que designou as mudanças, as transformações necessárias para uma vida melhor. Ninguém pode fugir do destino, podemos adiar nosso sucesso ou fracasso, mas teremos que atuar para que qualquer transformação aconteça. Não precisamos ser visionários ou sensitivos para saber o que é certo ou errado, o que precisamos é nos lançarmos a um bem maior, que não só atinja uma única pessoa, mas que através de uma pessoa possamos atingir muitas outras. Eis a grande tarefa humana que há muito tempo estagnou-se, atuar no mundo, pois somos parte da natureza, imprescindíveis para o equilíbrio natural.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Não se enganes, pois a dúvida é momento de aprendizado. Quem não tem dúvidas não aprende. Desistir de algo difícil para ficar na facilidade. Não lhe traz o que tanto almejas. Mas vai buscar, o tempo não é inimigo. Ele é Mestre, acho que meu relógio está adiantado mesmo. Por mais que eu caminhe nunca me alcanças.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

MÃOS QUE CURAM

O sonho de um poeta nasceu em horas de amor
O poeta colocou na palma da mão o seu mundo
Transformou metáforas em resolução
Vênus trouxe a beleza,
O sol a aqueceu,
A lua deu-lhe sonhos
E os homens nada fizeram
Por isso, estrelas se perdem no céu
E somente poetas podem encontrá-las
Pois as têm na palma de suas mãos
O mundo todo pode ser meu ou seu
Quem sabe NOSSO!

O INFINITO AZUL

É no infinito azul que está o amor de Deus! De tudo que fazemos na vida a única certeza é não saber... Aonde vamos chegar e nem quando iremos parar. A existência por si só já é MARAVILHOSA de se ter! "Olhe para o horizonte é lá que está o amor de Deus... Peça licença, coloque os pés na água, deixe as ondas de tocar... Eis o abraço de Deus" "O que Deus Une ninguém nunca separa"

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

AO MESTRE COM CARINHO

Há sempre um "mestre" para nos ensinar coisas de outros...
Coisas da vida, da ciência, matemática, da arte, cultura, etc.
Esses seres maravilhosos que se dedicam a ensinar...
São iluminados!
Cada um de nós teve a mão de um mestre na vida.
Professores do mundo, nosso muito obrigada!

EU SOU MÚSICA

Eu, sou pássaro cantante que alegra as manhãs.
Eu, sou valsa nas tardes chuvosas.
Eu, sou o tom Maior nas noites claras.
Eu, sou melodia calma nos dias mais difíceis.
Eu, sou melancolia nas notas mais doces.
Eu, sou imensidão nos diversos tons.
EU SOU MÚSICA para quem gosta de mim.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

UM LUGAR

Existe um lugar no tempo de ser...
Que nada além alma funciona...
Por mais belo que seja o que fala ou escreva...
É preciso parar e refletir.
Existe um momento em nossa vida...
Que a alma precisa de paz.
Esse momento é SAGRADO!
de UM LUGAR só nosso!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tem algo ALÉM que traz de volta qualquer SORRISO!!!

sábado, 10 de outubro de 2009

NOSSAS CRIANÇAS

Crianças, mestras do mundo!!! Elas nos ensinam o verdadeiro valor da vida... A COMPANHIA! PRESENÇA! ATENÇÃO!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

DOR

"NENHUMA DOR SERÁ PRA SEMPRE,
MAS ELA EXISTE E PRECISA SER RESPEITADA!"
EXISTE SEMPRE UMA CAUSA E UM CAUSADOR, ASSIM COMO EXISTEM A COMPREENSÃO E O DESPREZO!
"CERTO MESMO É REFLETIR ANTES DE MACHUCAR"
"BOAS PESSOAS MERECEM MAIORES CUIDADOS"
UMA HORA, COMO ELA VEM, TAMBÉM VAI EMBORA, SAIBA ESPERAR!

RELATO

Quando eu estava em casa pensava no que as pessoas me falavam sobre quietude e falta de participação, mas não tinha nenhuma força para acompanhar outras pessoas, parecia que eu era apenas mais um no meio da multidão. Eu ficava em casa assistindo tv, entre o conforto das palavras de meus pais e o medo do julgamento das pessoas desconhecidas. Detestava apresentar trabalhos escolares, nunca gostei de ser avaliado diretamente por alguém. Para os meus colegas eu era motivo de piadas, meu pseudônimo era sempre pronunciado “o esquisito”. Assim eram meus dias, fugindo das pessoas, dos encontros, da exposição. Havia conforto no não participar, mas momentaneamente, depois me sentia vazio. Eu tremia, suava e meu coração acelerava diante de situações novas, por mais que eu soubesse que aquela pessoa era tão igual ou parecida comigo, sempre achava que era ela quem detinha as melhores informações e me esquivava de dialogar. Passou o tempo e a minha tristeza já não cabia mais dentro de mim, era um vazio tão enorme que eu nem sabia a diferença entre alegria e tristeza. Eu era apenas um garoto quieto, mas queria ser muito mais, porém não me permitia. Amigos, namorada, trabalho, estudo, quase tudo tão distante quanto a possibilidade de se ter alegria. Resolvi que deveria encarar e mudar radicalmente. Peguei um dinheiro, comprei umas roupas e saí para as baladas. Eu bebi muito, experimentei uma droga qualquer e até consegui agarrar uma garota que estava tão bêbada quanto eu. Ali eu vi que poderia sair alguma coisa e comecei a fazer isso quase todos os dias, até que conheci uma garota muito especial e resolvi convida-la para sair e ela aceitou. Começamos a sair e eu deixei a bebida de lado, passei a me integrar ao grupo dela, a fazer o que ela me pedia, a comprar coisas para ela e acima de tudo, passei a sufocá-la. Ela me largou e eu entrei em pane, a tristeza voltou mais forte do que antes, eu chorava sem parar e passei a ser aquele “esquisito” novamente. Eu tentei me matar, mas pensei em meus pais que sofreriam muito com tudo isso. Eu não me conformava com tudo isso e passei a me questionar e a desesperadamente procurar respostas, entrei na internet e achei dezenas de possibilidades, mas acabei novamente em casa assistindo a televisão. Eu comecei a beber e a fumar. Arrumei um emprego e me dediquei a ele e também as noites, as garotas, as bebidas e as drogas. Aquela garota quis voltar e eu aceitei. Começamos a nos relacionar tendo como base os xingamentos e as cobranças e eu continuava infeliz.Talvez essa seja minha sina e eu jamais terei condições para mudá-la. Eu tenho certa fobia, não consigo ficar no meio de multidões sem suar, ter palpitações, vontade de sair dali. Penso no futuro e faço tudo para que nele eu esteja bem, mas nunca funciona. Eu tenho diversos medos: de errar na frente dos outros, de não conseguir trabalhar bem. Eu procuro evitar tudo que me leva a pensar que posso ser julgado, qualquer situação desconhecida acelera meu coração e me faz suar. Na internet isso está classificado como transtorno de ansiedade. Sinceramente acho que estou doente. Eu quero a cura, mas sozinho não consigo, não tenho a mínima vontade para mudar, acho que quero tudo pronto, mas sei que isso se torna impossível, só não sei se tenho tempo para esperar, pois não quero mais esse vazio dentro de mim. o MEU NOME: T.A. (TRANSTORNO DE ANSIEDADE)

"A FACE DA DEPRESSÃO"

Quando não houver mais forças e não se encontrar fácil à saída, darei tempo ao tempo, talvez esse tempo seja tão longo que eu nem o sinta mais, apenas fique esperando ele acabar, simplesmente esperando. Quando o tempo não mais existir não precisarei mais preenchê-lo, portanto a minha presença nele também não fará mais sentido. Ao parar de preencher o tempo, o ar que respiro não precisará se manifestar, o sol não terá mais que se apresentar e a chuva nem se fará necessária. A natureza não precisará se renovar. Talvez eu durma para sempre num sono profundo, quem sabe eu possa preencher o tempo com os meus sonhos, possa ser o que eu queira ser de verdade e que jamais conseguiria estando perdido no tempo. Queria simplesmente fechar os olhos e acordar com outros sentimentos, sorrir o tempo todo com a plena satisfação de que estou fazendo algo certo e para todos. O que eu sinto nada tem haver com esse tempo em que estou e, talvez eu esteja em outro momento ou em outro lugar, eu não faço parte desse lugar, dessa cultura, dessa loucura. Estou velho e sinto ter perdido toda a minha história. Eu não sei explicar o que sinto, só sei que estou perdido e que ninguém nesse mundo poderá me achar, pois se quer pertenço a esse mundo. Vou sentar aqui e simplesmente esperar..

COMENTÁRIOS LITERÁRIOS

É maravilhoso ler um livro e se identificar com ele. Acredito que leitura seja isso, uma cumplicidade nossa com a história contada. A melhor leitura é aquela que permite nos transportarmos para o mundo da história. Gostoso vestir a máscara do personagem que a gente mais identifica na história. Melhor ainda é ser um personagem a mais. Ao interpretar um livro, de uma história qualquer, estamos colocando em prática o nosso estado de espírito atual. Conhecer um livro não é falar mal ou bem dele e sim complementá-lo. Um livro só nos fará sentido se estivermos abertos para seus componentes. Ler é muito mais do que passar os olhos sobre as palavras, ler é descobrir ou se descobrir em novos componentes. E eu que sempre gostei de ler de tudo, acabei comentando livros. O primeiro livro que eu comentei na vida foi a “Metamorfose” de Franz Kafka, um livro que na minha leitura trouxe componentes de um mundo real, apesar do uso das metáforas que nos levam em qualquer direção. Para quem não o leu, o livro trata da transformação de um ser humano em um inseto pela própria condição humana de tratar e de tratar-se. Diga-se de passagem, que essa é a minha leitura. Outro livro que achei muito interessante a leitura foi “O que é PUNK?” aqui vi componentes de construções sociais, grupos de rebeldia? Não, os punks, pelo menos os verdadeiros, eram pessoas bastante ligadas à política, a cultura e acima de tudo a imagem anti-burguesia, que se tornou ao longo dos tempos uma característica de grupos, todos os grupos tem em sua marca a imagem, destorcida ou não pela sociedade. Há sempre um protesto primeiro e legítimo que depois alguns seguem como modismo, por ignorantes eu diria. Alguns livros, o meu comentário teve sua publicação como “o meu gato de nome Mário”, uma linda homenagem ao poeta Mário Quintana, “Viagem ao Léu” um excelente livro de poesias onde cada poesia é um sentimento ou uma vivência real e alguns outros, mas o que eu mais gostei de ler e comentar foi “Quintais”, disse isso ao escritor porque passou uma retrospectiva da minha vida no interior, o livro tem ilustrações belíssimas e descreve os quintais perfeitamente. A minha leitura teve meus próprios componentes inseridos e de certo essa leitura fez muito sentido pra mim. Um adendo: Tem gente que acha que devemos esquecer o passado e eu digo “de jeito nenhum”, somos seres históricos e sem passado não há histórico de que fomos nos construindo como gente. O que devemos evitar é de nos “fixarmos” em qualquer tempo da vida porque temos que estar no real e atual para construir sempre. Recordar é bom e “Quintais” me levou a essa conexão, coisas de minha memória anterior voltaram e com a sensação de alegria pude vivenciar um conto a mais. Creio que ler é isso, se conectar com outros saberes e às vezes nos encontrar dentro desses. Portanto, ler é sempre bom.

MUNDO DA DANÇA

Eu te vi dançando lindamente. Encantei-me com tua dança particular. Assisti tuas dores nos pés a cada fim de espetáculo. Na verdade eu nunca te vi chorar por dor. Vejo-as em tuas expressões que ela existe. E eu te ofereço sempre sapatilhas novas. Você sempre prefere as antigas. Parece-me ter certo “quê” por essas. Sabes que teus pés continuarão a doer. O espetáculo será sempre belo pra mim. Tua dor foi tu quem escolheu. Pois continuo a te oferecer sapatilhas novas. A cada final de espetáculo.
Querida mãe Dedicaste a mim uma vida inteira Um tempo que eu nem sei ao certo Fez por mim tudo que podia Mas não fez por ti o que merecia Não era letrada, mas incentivava meu aprender Ficava a me esperar até de noite para me ver chegar bem Cuidava de minhas roupas, minha comida, minhas dores Amava-me Incondicionalmente Em meio as suas tristezas, tinha sempre um sorriso pra mim Difícil vida de solitária luta, esforço diário para manter a família Ensinou-me a repartir o pão porque sabia seu valor A sonhar sem medo, viver de esforço próprio Deixou seus sonhos para acreditar comigo em cada sonho meu Economizou cada centavo para me ver vencer Brigou junto comigo cada briga que travei Estando certa ou errada estava ao meu lado Apesar de virar estrela, ainda habita em mim Porque tudo que me ensinaste não se perdeu Vem se multiplicando a cada dia Assim, você está em cada lugar que eu estou Você está em cada coração que eu amo Em cada luta que eu travo Em cada gesto, cada olhar, cada pensamento Você estará eternamente em meu viver

SANGUE QUENTE

O sangue faz pulsar Passeia pelo corpo inteiro Parando em algum lugar Se ele demorar a passar Obstrui outras passagens Que se revoltam Não o deixando continuar E se todo mundo ficar parado Ninguém leva o alimento E sem se alimentar O corpo para O corpo precisa pulsar Cada batida do coração Depende do caminhar Do sangue que faz pulsar DOE SANGUE, SALVE VIDAS!!!
Contemplando a vida! “Eu me lembro da primeiras e segundas guerras mundiais, a primeira apenas de ouvir falar, já a segundo está vívida em minhas lembranças. Era manhã em uma época em que as manhãs eram início de trabalho árduo nas lavouras, mas o que chamava-nos atenção eram os aviões, suas fumaças. Apesar de se tratar de um momento muito frio na história humana, ficávamos a admirar nas manhãs a presença daquela bela esquadrilha da fumaça. Trabalhávamos o dia inteiro e no final, o velho e bom rádio, único naquele lugar noticiava mais mortes. Estávamos longe das cidades sangrentas, nossa pressa era de plantar e colher para alimentar quem nada tinha pra comer. Os médicos de outros países não davam conta dos ferimentos e recrutavam os nossos para cuidar de nossos outros irmãos. Aliás, nossos meninos, tão jovens estavam à frente de uma batalha que nem se quer tínhamos travado, alguns jamais voltaram, outros voltaram sem coração e alguns sem alma. Os heróis de guerra, os pracinhas receberam homenagens e em nome de todos que estiveram frente a frente com a morte e por nada. A miséria tomou conta das grandes cidades, ricos e pobres dividiram as mesmas preces, mas não os mesmos jantares. O trabalho ficou de lado, sem renda os homens ficaram desolados, principalmente por ver seus filhos com fome. As mulheres passaram a manusear sobras, sopões eram distribuídos no meio das ruas, o pão era repartido e apesar de tudo isso, uma lição de solidariedade foi imposta as pessoas. Eu vivenciei as piores crises, mas também me fortifiquei dando valor ao meu árduo trabalho na lavoura, pois mesmo vivendo na simplicidade, ainda tive dias felizes com a família, afinal ninguém fora atingido fortemente por nenhuma delas. Eu não sou letrado, aprendi a ler quando fiquei um tempo morando na cidade, entregando jornais passei a ler as figuras, das figuras somei as letras e na soma das letras as palavras, frases e assim por diante. Na verdade pensava ser mais difícil, mas quando se tem amigos, principalmente jornalistas a gente também tem oportunidades e agarrá-las nos ajuda a melhorar sempre. Vim conhecer cinema depois de muita curiosidade, Oscarito e Grande Otelo, na época os filmes brasileiros eram muito assistidos, aliás, havia uma preferência por atores brasileiros, não havia tradução dos filmes estrangeiros e as legendas eram péssimas. Já as canções eram muito românticas e combinavam com nossos trajes sempre elegantes, ternos e chapeis, que charme. A primeira vez que assisti Charles Chaplin fiquei embasbacado, como era que aquele homem conseguia sem falar uma só palavra poderia transmitir tanta coisa importante. Poucas vezes pude ir ao cinema, mas as vezes que fui eu me encantei. Voltei pro roçado e lá ficava sonhando, a cidade nos causa essa impressão de grandiosidade, o rádio, meu fiel companheiro me trazia as novelas e minha amada esposa parava alguns instantes dos seus afazeres para apreciá-las. As vozes, as tramas, as lágrimas, histórias iguais as nossas e que tinham sempre finais felizes. As músicas de fundo eram belíssimas canções que nos embalavam a sonhar. O ainda menino Roberto Carlos e o já maduro Nelson Gonçalves eram as nossas bênçãos. A menina dos nossos corações era Dalva de Oliveira, a estrela maior. As musas brasileiras tinham vozes espetaculares e o rádio era uma benção em nossos dias. Nossos filhos não se adaptaram ao campo e foram morar na cidade grande, quiseram nos levar, mas coração de campineiro não abandona seu lar. Eu e minha amada, já cansados ficamos inicialmente numa situação calamitosa, pouco trabalho, sem dinheiro e o tempo só pra lembrar. Deus é grande e para todo homem de boa fé Ele concede nova chance e as coisas se ajeitaram. Os meninos cresceram, fizeram suas famílias, os netos nos visitam eventualmente, mas nunca saberão o sabor do campo, da simplicidade e da paz. Quisera eu poder ensiná-los, mas a vida na cidade a luta é diária, engraçado fazerem sacrifício para comprar na venda aquilo que plantamos aqui. A vida se tornou esquisita, quando vem aqui ficam escandalizados ao tirarem o leite da vaca e nos ver capinar, não conseguem se quer apanhar uma pêra no pé e nem rançar uma hortaliça do chão. Creio que o homem da cidade não tem muita vontade, acham que são sábios por poder comprar seu pão de cada dia, mas eu ainda acredito que sábio mesmo é quem planta, colhe e sabe fazer o seu próprio pão, o resto é pura ilusão, porém, somos considerados uns coitados e nos nosso quase cem anos de idade, ainda há estrelas no nosso céu, água no nosso chão, terra para se plantar e o café bem quentinho, cheiroso, o bolo de fubá, a manteiga, o leite puro para se tomar. Confesso que a ilusão da cidade me encantou, mas na minha idade creio que o campo ainda é meu lugar, meu porto seguro. Amo meus filhos e netos. Eu tenho amigos, uma carroça, um burro e muita vontade de viver. Agora tenho também você, desconhecido, que com ajuda dessa pessoa que escreve meus pensamentos, pôde me conhecer. Qualquer dia apareça, terei um enorme prazer em recebê-lo, na simplicidade, mas com muito carinho”. **Vovô Neco**

AMOR SOLIDÁRIO

Há muito tempo homens e mulheres tentam entender o que é o amor, o que na verdade é quase impossível, pois o amor é invisível a olhos nus, ele é parte da alma humana. O que sabemos sobre ele é que existe em nós com tamanha força que podemos compará-lo a um vulcão, sempre ardente e a espera de algo que o faça despertar. Certamente em alguns momentos da vida sairá de forma avassaladora e com direção já definida. Dessa forma simples de conceber o amor é que venho falar como poderia ser solidário se ao menos pudéssemos controlá-lo. Eu não penso que isso seja unânime e nem que as pessoas acreditem, mas que seria mais humano se não jogássemos fora tantas formas de amar. Muitas vezes as pessoas saem a procura de referências para seu viver lá fora, longe de sua capacidade de entender. Por não achar referências que o atraia padecem e entristecem sem ao menos perceber. Nessa busca constante sempre há algo de alguém que lhe chama atenção. Por um brilho qualquer, pelo movimento, pela liberdade ou pela coragem de ousar. Esse encantamento faz com que o olhar se fixe naquilo que o atrai e começa todo um processo de invasão em seu interior. O que as vezes acalma ou as vezes aborrece; uma intrigante batalha entre o desejo e a realidade de seu ser. Por achar que não pode atingir ou que possa perder não ousa tocar, prefere apenas olhar a distância e ver os movimentos. Porém, persiste assim uma batalha quase que desesperadora, pois o que é belo e intocável, também pode se tornar em certo momento desprezível, visto que, não há retorno. O inatingível quando desejado machuca um coração descontrolado. Toda uma batalha interna começa, se desenrola e termina dentro de um ser único, pois se não verbalizado ao objeto de desejo, esse se torna apenas matéria. Como não há trocas afetivas maiores também não há uma relação consciente e tudo pode se esgotar ou virar uma eterna angústia, pois com essa mesma visão, outros objetos de desejo surgirão da mesma forma e serão submetidos ao mesmo ciclo de pensamentos e desejos. As relações poderão se tornar mais eficientes se a forma de amor apresentada for a compartilhada. Essas trocas poderão acontecer em vários níveis; o desejo pode tomar a forma de amizade e, mesmo que a pessoa tenha um desejo de elo maior poderá ceder algumas de suas investidas sem que essa lhe cause extrema angústia. Na verdade, essa forma compartilhada é a mais praticada entre os seres humanos, não que seja a mais equilibrada, mas de fato uma grande amizade pode surgir de afetos maiores e de olhares mais aguçados, mais atentos ao outro. Um amigo mais íntimo se intromete na vida do outro por achar parte afetiva dessa relação, de certo terá ciúmes de outros carinhos direcionados ao amigo, porém, se a comunicação estiver bem estabelecida e as verbalizações forem trocadas a fim de compartilhar feitos e “eventos” de ambas as vidas, dores maiores poderão ser evitadas e a solidão que tanto adoece os seres humanos na humanidade passaria a ser em menores níveis e essa prática atual de isolamento deixaria de ser generalizada, ou seja, haveria uma queda expressiva da solidão humana. O fato é que o ser humano precisaria mudar urgentemente a mentalidade excludente e ao invés de isolar aquele que lhe tem afeto, deveria buscar formas de acolhimento, afinal quem demonstra carinho, respeito e admiração por alguém, mereceria ter de volta a mesma atenção. Estamos falando de algo importante e que todo ser humano deveria praticar, a solidariedade, pois esse é o princípio da paz na humanidade. O ser solidário não seria somente ir a eventos de caridade ou praticar eventualmente ações consideradas sociais, teríamos que ir além e praticarmos em nosso dia-a-dia ações mais humanitárias, tratar o próximo com respeito seja ele quem for porque se uma pessoa é ruim o problema estará em sua visão distorcida das coisas e nós deveríamos dar a ela uma chance de ter novas formas de sentir, ver e experimentar o mundo, assim como nós gostaríamos que fosse, com o nosso melhor. O que acontece em todo o mundo será sempre fruto de nossas ações, portanto, a presença humana é fundamental e se esse mundo fosse feito de forma mais relacional e menos individualizada, o calor humano seria muito mais vívido e as pessoas teriam mais oportunidades de se recuperarem quando fossem acometidas de alguma enfermidade. O amor, esse que todos almejam é um exercício diário com o outro e nos é tão precioso quanto o tempo, pois é uma fonte de energia inesgotável e que devemos valorizar sempre. Finalizando, se estamos bem em nosso caminho e por ele passa um que não está, devemos diminuir nossos passos e ajudá-lo na construção do seu caminho, pois nascemos para as relações e se chegarmos antes de outros, de certo teremos que esperá-los, então, sabiamente devemos ir juntos, pois poderemos desfrutar assim de uma grande companhia e ajudá-lo a não se sentir sozinho. Um ajudando o outro, sempre. Essa seria então a grande lição do amor? Seria o caminhar levando sempre em consideração o outro, aproveitando dos laços afetivos de uma grande companhia?! E que nunca se esgotem as formas de amor existentes no mundo e que se ampliem as amizades mais profundas!